”Eu sou aquilo que você mais deseja, e aquilo que você nunca terá, sou a essência e a alma humana e não sou nada, sou somente um suspiro momentâneo, que durará para sempre...”


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:: A Psiquê ::

Luiza, Taurina do primeiro decanato, nascida em 1987, ascendente em Áries e Lua em Peixes. De todas as definições que eu poderia dar a mim mesma somente uma se aplica eternamente: Sou intensa, em todos os sentidos.
Designer de Moda, escritora eventual, sonhadora, criativa, flutuante, distante e às vezes tão perto...

Gosto de heavy metal, dance, flashback, anime, mangá, livros de suspense e romances policiais, filmes, cinema, felinos, calças jeans, sapatos, cabelos compridos, ruivos, meu atual namorado, que não é ruivo mas eu gosto muito mesmo assim

Não gosto de coisas que venham a prejudicar os outros e nem de pessoas que fingem ser o que não são...

Tags pra mim: alphonse mucha, salvador dali, m.c.escher, leonardo davinci, jessica galbreth, jacqueline collen, ruth thompson, jonathon earl bowser, stephanie pui mun lao, candy palmer, natalia pierandrei, sandara, gillian sein ying ha, tracy butler, kagaya, vargas, amy brown, denton lund, josephine wall, boris vallejo, shingo araki, Leiji Matsumoto, Kishimoto Masashi... slayers, gunnm, x1999, cavaleiros do zodíaco, magic knight rayerath, angel sanctuary, holy avenger, rurouni kenshin, chobits, crhno crusade, evangelion, dnangel, sakura wars, inuyasha... senhor dos anéis, star wars, rpg, história, ciências, física, zoologia, misticismo, esoterismo, tarot, magia, elementais, natureza, macrocosmo e microcosmo, religião, espiritismo, wicca, mistérios... photoshop, pain shop pro, corel, poser5, stocking photo, brushes, fonts, edição de imagens, edição de fotos, scaneamento, desenho digital, pintura digital, montagens, digital scrapbooking, tutoriais, sobreposição, design, tipografia...

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8:59 AM

Sinto raiva total nesse momento em que digito... puta que pariu, cagada de urubu do caralho! Mas foda-se, eu vou superar essa merda toda e vou rir por último... gargalhar por último!

Pensado por Luiza

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4:10 PM

Os direitos humanos são para humanos direitos

Carta enviada de uma mãe para outra mãe em SP, após noticiário na tv:*
DE UMA MÂE PARA UMA MÂE

Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado. Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência. Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, etc... Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro. Enorme é a distância que me separa do meu filho. Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual. Olhe você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo locadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite. No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo... No cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante destas 'Entidades' que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto e talvez me indicar 'Os meus direitos'!

Com amor, de uma mãe sofrida e sem filho à outra mãe sofrida.

Ah! Ia me esquecendo: mesmo ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu? Que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem e que motivou a transferência dele para outra unidade no interior.


Circule este manifesto! Talvez a gente consiga acabar com esta inversão de valores que assola o Brasil!' Direitos humanos são para humanos direitos!


Pensado por Luiza

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9:16 PM

Estou descrente, infelizmente... Se há algo chamado 'justiça' nesse mundo eu não consigo ver, não consigo entendê-la... tenho meus motivos e não nego, existem pessoas em piores condições, mas também existem em melhores... Por que não há paz para aqueles que mais a desejam? Eu desejo a paz, eu desejo a justiça e a bondade, mas não há... eu não consigo vê-la ou tocá-la... Só há o desespero, com breves momentos de delírio surreal que chamamos de felicidade... Eu amo... Eu amo demais... Mas aqueles que eu amo estão enfraquecendo na batalha e eu sou impotente em ajudá-los e isso me deixa mal... Isso me corrói o coração... e eu não quero isso...

Pensado por Luiza

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1:06 PM

Então eu me calei

espero que para sempre eu tenha me calado

e minha boca se torne um túmulo, e que de lá, somente pelavras frívolas saiam...

que a verdade seja encerrada em mim...

para sempre...


Pensado por Luiza

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10:21 PM

Antes de você havia vida em mim, dormente, estagnada, congelada, estéril de criatividade... Antes de você havia propósito, havia objetivo... Ambos pífios, mas ainda assim eram propositais e objetivos, motivadores... Antes de você havia desejo. Momentâneo, fugaz, lascivo e insensível... Antes de você haviam sonhos, fantasias e ilusões. Frívolas e insensatas, escapistas, mundanas e distantes... Antes de você, haviam eu em mim mesma, mas não era completa. Cinzenta, nublada e borrada, como uma pintura desfocada...

Com você há vida em mim, muito mais do que jamais imaginei ter e sentir... Com você existem propósitos, motivos e objetivos que, mesmo distantes parecem estar ao alcance de nossas mãos, e mesmo que não alcançados são férteis e semeiam boas lembranças em nossos corações... Com você há desejo, muito do que desejo, há amor, bem-querer e conforto... Com você, os sonhos e as fantasias ficam tão próximas da realidade que quase posso toca-los... Com você sou mais do que jamais fui, mais completa e definida, mais eu mesma... Por que tenho você, e você tem a mim e separados nós vivemos, mas juntos nós super-vivemos, com intensidade, com alegria, com amor...

Se antes havia um mundo sem você, não quero voltar para lá...


Pensado por Luiza

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8:33 PM

Agradeço à Deus que você existe

Agradeço à Deus que você faz parte da minha vida

E se anjos existem eu sei que você é um deles


Pensado por Luiza

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1:41 AM

Cinco

Éramos dois aliens onde existíamos, mas era uma condição que não nos afetava, não mais pelo menos... Buscávamos nossos objetivos, do nosso jeito sozinho, da nossa forma apaixonada e existíamos, mesmo que em uma forma simplória de existência.
Embora não procurássemos mais à outrem de iguais interesses tínhamos para nós que talvez houvesse, mas que não procuraríamos... Deixaríamos que viessem até nós, e então vieram... Eu fui à ti e tu viestes à mim, e nas sombras de nossas mentes entendemos coisas que somente nós mesmo entenderíamos, e houve magia...

Cinco.
Cinco meses desde que nos foram roubados os corações e trocados, sem nosso consentimento, mas com todo nosso apoio.
Cinco meses desde que aprendemos coisas que já sabíamos e relembramos coisas que nunca vimos.
Cinco meses desde que sentamo-nos sob o véu da noite e observamos a Lua, e nela vimos poesia, de um jeito que só nós poderíamos ver juntos, nunca separados.
Cinco meses desde que aprendemos a confiar um no outro, mesmo nas mais desagradáveis situações.
Cinco meses desde que tudo em que acreditávamos estar preparados para foi destruído, e fortunadamente fomos arrastados um até o outro, de forma irresistível, inevitável e inconcebível.
Cinco meses desde o inesperado encontro... Ansioso e inesperado.
Cinco.

E foram somente cinco os meses que se passaram. Cinco vezes a Lua nasceu e morreu em suas fases. Cinco somente, e pareceu-me muito mais... E sabeis tu que lhe daria todos os meses vindouros com alegria...

Que venham cinco vezes cinco meses, que venha a próxima estação do ano, e que depois do verão, novamente no outono, possamos contar doze meses ao invés de cinco, e eu já os conto secreta e esperançosamente...

Cinco meses onde ganhamos novas preocupações, cinco meses com novos motivos pra acordar além dos anteriores, cinco meses cheios de alegria, tristeza, companheirismo e tantos outros sentimentos. Cinco meses, cinco somente. E se os elementos e as estações estão em quatro, prefiro ver em cinco, por que dizem os matemáticos ser este um dos números perfeitos.

Cinco meses de desejo derivado de amor, cinco meses de confiança, cinco meses de poder e entrega, cinco meses de novidades, cinco meses de saudades...

Cinco meses adiando o motivo original de nosso encontro, mas cinco meses de válida espera... Após quase cinco meses fizemos o que éramos destinados a fazer, finalmente... Juntos, finalmente, e não separados.

E que cinco vezes venham mais cinco meses, e que de doze passem para treze, que minha confiança estará depositada em você, mesmo depois de tantos meses...

Éramos aliens em nossos meios, mas isso não era problema. Ainda somos aliens em nossos meios, mas isso continua a não ser um problema, pois temos um ao outro, e, portanto, temos a nós mesmos.

Cinco meses de “Eu te amo”... Diga-me, qual o resultado se multiplicarmos cinco vezes o infinito? “Eu te amo” não se aplica pra minha expressão, é muito pouco... o que sinto é cinco vezes mais poderoso e cinco vezes mais intenso...

Amo-te, cinco vezes mais que jamais te amei e cinco vezes menos que deverei te amar...


Pensado por Luiza

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8:57 PM

O Corredor do Décimo terceiro andar

Não era anormal, tampouco diferente. Passava por ali todos os dias, seja indo ou voltando para casa, e mesmo depois de vinte anos passando por ali ainda sentia aquela sensação estranha, aquela tontura, aquela ânsia. Sempre quando saída de casa ou do hall do elevador e se via em uma das pontas do corredor sentia isso. Era um longo caminho, um caminho que fazia todo dia calmamente com sua mãe, mas mal sabia sua progenitora que, quando andava por ele sozinha sentia um temor inumano, embora sem motivo algum. Parada no hall do elevador olhou para a porta de casa, havia vindo de carona da faculdade e ansiava por um banho, o calor da rua era sufocante, mas ficou parada ali por alguns segundos, olhando o corredor. Na sua cabeça o corredor reto dava voltas e mais voltas, como um redemoinho e ficava mais longo, mesmo que corresse a todo fôlego. Deu o primeiro passo, sem sentir, e logo andava calmamente por um longo e ao mesmo tempo curto corredor, que sempre acabava na porta de sua casa... Era o corredor do décimo terceiro andar, o longo, tortuoso e sufocante corredor...
Num outro dia, usou as escadas para descer e chagar até o nono andar, onde morava uma amiga. Depois de conversar um pouco e trocarem itens de interesse, subiu pelas escadas acima. Já era noite, e as escadas tinha pouca iluminação, mas isso não a deixou preocupada, porém, ao chegar no final do vão das escadas para seu andar, notou o escuro corredor. “Sem luz?” pensou ela, “que estranho, o sensor não deve estar funcionando” e parou de frente para o corredor, brevemente iluminado pelas luzes do hall do elevador e engulfado nas sombras. Conhecia de cor aquele caminho, mas sentiu uma sensação estranha quando deu o primeiro passo em direção à porta de casa. Andando calmamente, ouvindo o tilintar de suas próprias chaves no bolso, esperava que o sensor de movimento a detectasse e ligasse as luzes, mais ou menos um pouco antes de passar do meio do corredor. Mas isso não aconteceu, e ela continuou caminhando no escuro, que agora ficava mais forte. Sabia de cor quanto tempo levava andando até à porta, mas a estranha sensação voltou e, observando a escuridão, a percebeu mais escura do que nunca, quase táctil e sentiu um breve arrepio de medo. Cerrou os olhos, tentando adaptá-los ao escuro, mas nada viu, mesmo olhando em direção à sua porta... Nada. Sentiu como se algo puxasse sua alma para fora do corpo, um frio imenso e uma sensação etérea enorme, e pensou que iria ficar perdida para sempre naquele vão de escuridão. Embora aturdida, continuava à andar... Até que, de súbito, as luzes se acenderam e ela percebeu que àquele era o corredor do décimo terceiro andar, o velho e longo corredor do seu andar, simples, reto e amedrontador...


Pensado por Luiza

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7:54 PM

Sufocante

Abriu os olhos e tentou respirar. Nada. Não conseguia, mas ainda assim estava viva ali, deitada naquele lugar escuro. Seria um sonho? Possivelmente, mas a sensação sufocante era tão real que sentia ela em seus ossos... Tentou de novo e não conseguiu, estava sufocada demais, embora não sentisse o pânico de saber que morreria sem ar, na verdade sentia uma sensação sublime que só era táctil em sonhos... Então era um sonho, de fato... Tentou acordar, mas não conseguiu, então teria de esperar até que seu organismo despertasse ou que sua mãe o fizesse, até o momento teria que permanecer na sufocante existência do sonho...


Pensado por Luiza

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11:55 AM

Era uma vez

Era uma vez uma linda princesa que morava em um lindo castelo e tinha uma linda e compreensiva família. A rainha do reino onde ela morava, sua mãe, a amava muito e queria para ela tudo que havia de bom no mundo, em especial, um príncipe que lhe fosse digno, a quem pudesse confiar aos cuidados.
Arisca, a princesa impúnha provas àqueles que desejavam sua mão, todas as provas consistiam em derrotá-la em determinado desafio, e, tolamente, os príncepes a julgavam fraca e imbecil, por ser mulher. Ledo engano, a princesa possuía a astúcia de uma rapoza, a velocidade de uma lebre e a força de um touro, além de habilidades incríveis como o manejo da espada, do arco, do pincel e da voz. E por anos a princesa derrotava todos aqueles que à ela vinham em pedido de casamento, e a Rainha, embora preocupada com a postura agressiva de sua filha, sabia que essa escolha cabia à ela, e a julgava sensata o suficiente para fazer o que bem entendesse.

Então neste reino chegou um bardo. Não eram comuns os bardos neste reino, somente o Bardo real existia ali. O Bardo real era um dos melhores bardos de todos os reinos unidos, e também era o tutor da princesa, o que explicava o bom manejo de sua voz, além no talento nato. Ao saber do viajante, loga a princesa se interessou. Pediu à guarda real que o trouxesse imediatamente ao palácio, para que testasse seus talentos contra os dele, sob a supervisão de seu mestre.

Chegando ao palácio o viajante não parecia intimidado pela princesa e seu mestre, e, quando questionado sobre seus motivos de viagem respondeu clara e objetivamente que veio ao reino em busca do Bardo Real e de seus conhecimentos vocais, admitindo sua incompetência no assunto.
- Então como procede em dizer-se bardo? - Perguntou a ousada princesa, que era quase tão alta quanto ele, e usava roupas simples e não mantos reais - Se não sabeis cantar não podeis ser bardo! - E avançou contra o rapaz, que sequer deu passo atrás, e a encarou de forma ousada, igual ao olhar que ela mantinha sobre ele
- Não sei cantar, é verdade - Respondeu o jovem, mas seus olhos tinham uma malícia que indicava que parecia mais velho que aparentava - Mas consigo acompanhar qualquer coisa que cante com minha mandola - E sua voz soou nos corredores, enquanto ele puxava o instrumento de dentro de sua bolsa

Desafiada e contrariada a princesa, e com as bênçãos de seu mestre, aceitou o desafio do jovem bardo. Não importava muito se ia ganhar ou perder, pelo menos achava que tinha encontrado um oponente à altura, alguém que não a subestimaria. Assumiu sua postura normal de cantora e observou-lhe se emprumar e olhar para ela, como se prestasse atenção. O reino conhecia sua princesa e sua poderosa voz, e o jovem bardo demonstrou sua admiração quando ouviu os primeiros sons saírem de sua boca... Na verdade, parecia mesmo que ele simplesmente queria vê-la cantar, algo que só acontecia em eventos muito especiais e para poucos convidados. E se apresentaram juntos por algum tempo, quebrando o silêncio das paredes de pedra com suas melodias, e algo aconteceu ali...

O que aconteceu depois desse ocorrido ninguém sabe, muitos dizem que a princesa mandou matar o bardo por sua petulância, e outros dizem que ela lhe deu posses e um título nobre, mas a verdadeira história ninguém sabe o fim...


Pensado por Luiza

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6:14 PM

Anjos existem sabia? Eles não possuem asas, nem aura perfeita nem fazem as coisas se moverem com o poder da mente, mas conseguem operar milagres. São pessoas, como eu e você, mas que entram em nossas vidas de forma bombástica e as marcam pra sempre... São seres que dizem "eu te amo"sem medo e sem tremor na voz, dizem que seus olhos são os mais doces e quetoda a bondade do mundo existe em você, mesmo que você játenha desacreditado em tudo. É um ser que diz que você merece tudo de melhor, não por que você mereça de fato, e sim por que quer que vocêmereça e the imbui dignidade e fé para tal...

São pessoas como você... e Eu te amo...


Pensado por Luiza

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10:01 AM

Um Dia Normal

Estava sentada jogando aquele jogo que tanto gostava de jogar para passar o tempo. Não esperava notícias, não esperava ligações, não esperava nada. Só passava o tempo. Havia sido um dia tedioso e maçante, embora tivesse conseguido resolver alguns problemas, outros haviam surgido... A música repetitiva, calmante e um pouco sem graça do jogo acalentava sua mente, ela mal olhava para a tela, na verdade... Fazia movimentos automáticos, como se sua mente estivesse bipartida, e achava isso bastante normal. Do outro quarto ouvia sua mãe, fazendo a mesmíssima coisa que ela mesma, e sua gata passeava alegremente pelo corredor, tentando chamar alguma atenção, ou simplesmente conferindo se ainda estávamos ali.

De súbito, sua mente concentrada e distante foi trazida de volta de seu transe pelo som do interfone, irritante e alto, gritando na sala. Não esperava visitas, especialmente àquela hora, mas correu com a sua normal velocidade para atender o interfone... Uma boa surpresa, aquele que era dono de seu coração havia aparecido para uma visita. Embora mais cedo ela tivesse pedido à ele isso, não recebeu ligação de confirmação... ou talvez tivesse recebido, pois passara a tarde toda dormindo um sono profundo, e um telefonema não teria a acordado...

Ao abrir a porta, com certa displicência e entusiasmo, esperou que ele entrasse, para então, só depois, abraçá-lo e dar-lhe um beijo. Que saudades sentia, embora tivessem se visto e se falado durante os outros dias. Era algo novo e cálido ainda, mas intimamente suspeitava que seria sempre intensamente apaixonada por qualquer coisa que lhe cativasse, e talvez fosse verdade... Em especial por ele, que de forma tão rápida, brusca e certeira havia conquistado sua atenção. Era verdade que tudo tinha ocorrido muito ao acaso, mas os dois não negavam, quando conversavam sobre estas coisas de relacionamento que, mesmo quando não havia nada, o interesse era mútuo e intrínseco. Eram parecidos e muito diferentes, capaz de discutirem o mesmo assunto, mesmo que estúpido, por horas, e no final concordarem, e até mesmo mudar de lado em suas opiniões, mas nunca em seus princípios. Eram geniosos, os dois, e sedutoramente misteriosos. Mesmo com roupas de trabalho ou de ficar em casa, esbanjavam um estilo que era inerente à vestimenta que estivessem usando, era uma aura magnética, e os dois sabiam usá-la muito bem. Conversaram enquanto ela lavava a louça, algo que gostava e ao mesmo tempo não gostava de fazer, e depois de ter feito algo para ele comer (somente ele, pois nem ela ou sua mãe tinham o costume de jantar) continuaram a conversar...

Havia sido um dia normal, só mais um dia normal...


Pensado por Luiza

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12:10 AM

"a perfeição está oculta aos olhos de quem à procura, mas é perfeitamente visível àqueles que amam os momentos de felicidade, mesmo que curtos, com grande intensidade"

Pensado por Luiza

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9:57 PM

"Sentia raiva, sentia o coração acelerado com uma raiva horrenda que vinha das profundezas de sua alma. Sem motivo, sem alvo, sem razão. Sabia que era a mais pura raiva, o mais puro sentimento vermelho, o que faz o sangue correr para o rosto e que deixa com calor. Tinha raiva, muita raiva, e não sabia por que. Queria gritar alto, queria correr para longe, mas não podia fazer nenhum dos dois, então conteve sua raiva, e sentiu a leve pressão no peito, a pressão que é mais conhecida como angústia... Que sentimentos são estes que sente em inoportuna hora? Ninguém sabe... Ela não sabe... ela só queria destruir...

Sentindo uma onda de energia percorrendo seu corpo ela estava sentada, olhando para a parede de seu quarto, possivelmente tentando digerir um sentimento tão forte e intenso dentro de si mesma, batalhando para não deixar transparecer pelo rosto, mas falhando miseravelmente em sua missão... Tinha raiva, e era possível ver em seus olhos essa raiva pulsante...

Detestava estes acessos súbitos de raiva, e isso só alimentava mais esta que crescia em seu âmago, e ao mesmo tempo gostava deles, em seu íntimo, gostava de como poderia ser selvagem às vezes, como poderia ser irracional e estúpida... Mesmo que isso não fosse novidade alguma para ela... Sempre soube que não era flor de se cheirar, mas agora passava dos limites, e a raiva poderia ter nascido aí...

Queria estar num ambiente hermético, fechado, sem ninguém, talvez para soltar esta raiva. Socar as paredes quem sabe, chutar alguma coisa, gritar a todo pulmão, mas não... Isso não era possível, então a única alternativa era se calar e engolir um seco amargo de raiva... E rezar para que essa raiva não lhe suba aos olhos, virando desespero...

Embora a angústia já fosse palpável, ela ainda se mesclava com a raiva, até o último segundo, e depois da angústia, só o negro abismo do desespero... Já sabia como ia terminar, ela sempre sabe, não muda muito, a história se repete... E mesmo sabendo o final ela tenta de novo... Talvez tenha raiva dessa tentativa, talvez não... Talvez esteja somente sofrendo de uma dor de cabeça absurda, e não de raiva, mas sua expressão fácil cansada revelava que tantos eram os fatores para deixá-la desse modo que seria mais fácil simplesmente assumir todos ao mesmo tempo, e se deixar levar pela potência enraivecida...

E ela se lembrou de coisas boas, tentando afastar a raiva, mas não adiantou muito, estava fechada em si, encerrada dentro de si mesma como uma mariposa numa crisálida, e sentiu mais raiva ainda e seu coração pulsou forte... Tão forte que a fez parar de folhear o livro que tinha em mãos para levá-la ao peito... E a angústia foi tanta que chorou, e não sabia se era de raiva, tristeza ou angústia, mas deixou as lágrimas caírem e mancharem de leve o livro...

Jamais será livre de si mesma... Sabia disso... E possivelmente esse era seu motivo de raiva..."


Pensado por Luiza

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6:52 PM

“Embora a tela do computador fosse convidativa, não se sentia inspirada para escrever, não naquela hora. Era exatamente o momento em que ela tinha de escrever as coisas mais profundas de sua alma, mas não sabia como, não sabia porque... Lembrou-se dos livros que lera há pouco, e daqueles que ainda estava lendo, lembrou-se da narrativa e das histórias, mas somente isso... Não se inspirou, não sorriu nem nada, simplesmente encarou a tela do computador em dúvida, achando que tudo aquilo que tanto amava escrever havia se perdido...

Ele havia ligado para ela há pouco, era ele que a inspirava à escrever, mas as coisas que escrevia para ele eram só dos dois, e ela se sentiu egoísta por não poder partilhar da pureza literária que descansava nestes textos, e ao mesmo tempo sentiu-se aliviada, certas coisas são muito poderosas para serem lidas, e escritas com sentimentos tão intensos que podem afetar o leitor. E ela pensou de novo no que escrever, e pensou mais uma vez...

Falava com uma amiga, na verdade jogava assunto fora, trocava informações, fazia hora... Esperando que a inspiração chegasse, esperando que as palavras brotassem em sua mente e fossem transcritas para o documento em branco... Isso não aconteceu, e ela continuou olhando para o documento e para si mesma...

Começou à digitar, digitou o que fazia na hora, digitou o que pensava e digitou mais. Gostava do barulhinho das teclas de seu teclado antigo e ouvia a música que vinha do outro quarto, diretamente do outro computador, onde sua mãe estava. Era um dia quente, e havia sido um dia cansativo, mas ela não desistia de tentar escrever pelo menos alguma coisa interessante, algo que fosse digno de ler, ou no mínimo digno de ser escrito...

Após longos momentos de puro silêncio, ela viu que havia escrito algumas poucas palavras e, embora não estivesse satisfeita com a temática, aceitou que, por hoje, seriam suas únicas palavras, e que deveria esperar que a inspiração viesse até ela... Quem sabe amanhã seja ela capaz de escrever?”


Pensado por Luiza

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